O que a Bíblia diz sobre o dom de línguas

O que a Bíblia diz sobre o dom de línguas

Alguns cristãos sinceros consideram o chamado "dom de línguas" como um sinal do batismo do Espírito Santo. Falar desta forma se entende como evidência do poder pentecostal. Todo crente convertido deve fazê-lo. E se não faz, há um problema.

Há quem acredite que isto provêm do céu. Mas pronunciar sílabas que não entende nem mesmo quem as pronuncia, não parece representar bem a presença Deus.

E se simplesmente não for certo? E se a Bíblia não ensina isso?

Se é um fenômeno de auto-sugestão aprendido e imitado por milhares de cristãos, é um dos maiores enganos da história. E se não é fingido, mas provêm do inimigo de Deus... Isso é mais grave.

Vou lhe contar em minutos a verdade sobre o dom de línguas. Está preparado? Continue lendo.

Em todo o Novo Testamento os dons são dados a igreja para cumprir uma função. Jesus ordenou pregar o evangelho em todo o mundo, mas os seus discípulos só sabiam um ou dois idiomas. Por isso foi feito o milagre.

Em Atos 2, o verdadeiro dom não foi glossolalia [Dom das línguas], mas xenoglossia. Que significa "Falar um idioma que não sabia antes".

Em Atos 10 e 19 ocorrem casos similares: era um símbolo útil para os não-crentes. Mas o capítulo 4, 8 e 9 dizem que se derramou o Espírito Santo e não houve dom de línguas. Por que? Porque não havia estrangeiros, então não havia necessidade. Curioso, não é?

A Bíblia não ensina que falar em línguas seria o único símbolo do Espírito comum a todos os crentes.

Alguns afirmam que o dom consiste em orar em idiomas angélicos desconhecidos. Dizem que se pode praticar relaxando a boca e se deixando levar pela euforia. Não há como saber se é verdadeira ou falsa, mas os anjos falam realmente assim?

Na Universidade da Pensilvânia demonstrou-se que ao falar essas línguas não se ativam as áreas cerebrais da linguagem. O motivo é simples: não há nenhuma forma de comunicação.

E I Coríntios 14? Como se explica?

Desde o capítulo 3, a Igreja estava repleta de problemas espirituais, contendas e disseções. Em Corinto havia a tradição de rituais nos quais se falavam a língua dos deuses. Ao mesclar o dom real com crenças pagãs, ele tentava definir e por ordem na Igreja, mesmo à distância.

Como julgar se alguém diz orar a Deus em idioma desconhecido?

Paulo sabiamente assina a crença dos coríntios, debatendo com lógicas do seu ponto de vista. Mas ele encerra o caso com versículo 28: “Se não houver intérprete, cale-se”. É uma jogada de mestre. Porque se é um idioma real, poderá ser interpretado sempre. Paulo reduz ao particular uma experiência subjetiva e identificável para proteger a Igreja. E disse no versículo 13: “Se alguém fala em línguas, peça para interpretá-la”. Se isso não ocorre, não está orando com sua mente. E isso não serve para nada.

Todos que balbuciam estas supostas línguas na igreja sem que alguém traduza estão violando este mandato bíblico. Porque um dom verdadeiro sempre edifica a Igreja e se não faz, é falso. Por sinal, Jesus nunca falou em línguas.

Alguns testemunhos sinceros reconhecem falar em línguas simplesmente imitando sons e deixando-se levar. É bom se sentir especial, ungido. Mas esse fenômeno, como temos descrito, não provêm de Deus. E percebe-se especialmente pelos seus frutos.

O propósito do Espírito Santo, segundo Atos 1, é capacitar para pregar o evangelho. Não para emitir sons sem sentindo que não trazem crescimento, conforto ou esperança a ninguém.

Não se deixe enganar. E como sempre lembra-se: A maioria pode estar equivocada.

Fonte: Tradução livre do vídeo La verdad en 2 minutos - el don de lenguas.

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